Eu sempre volto, não importa quanto tempo passe, acostumem-se! Sem desculpas esfarrapadas ou qualquer justificativa. Eu voltei e dessa vez pra falar sobre essa nova fase.
A maternidade é feita de fases, diferentes pra cada mãe e filho, em determinados aspectos, claro.
Primeiro a gestação, que foi uma fase bem turbulenta pra mim! Enjoos, sono e cansaço foram os menores problemas. Sobre o parto? Eu achei que fosse durar pra sempre, mesmo que o meu tenha sido um dos mais rápidos e descomplicados que eu já ouvi falar. Pra quem já sofreu com pedras nos rins (cólica renal), achei que parto fosse ser fichinha. Abandonando clichês e partindo para a próxima fase. Então eu tinha um bebê que mamava de meia em meia hora e dormia nos horários mais inconvenientes, as seis da manhã ou sete. Eu dormia em pé, no banho, em frente ao fogão ou no meio de conversas. Foi uma fase confusa. Entenda, eu queria estar com a minha filha o tempo todo, mas queria dormir o tempo todo! As conversas eram tão confusas, com meu marido, minhas mães (no plural, porque são duas!), irmãos... Enfim, ninguém queria saber de mim, só da minha filha e aos poucos nem eu queria saber de mim! Eu sentia fraqueza, fome, sono, eu não conseguia fazer uma escova no cabelo ou pintar as unhas, eu andava com as roupas ensopadas de leite e o pior, com o cheiro de leite, mas a minha filha era tão linda, que o resto não importava. Passada essa fase, agora eu me importo, meu cabelo parecia um ninho, literalmente falando! Eu só falava da minha filha ou sobre a maternidade, como as pessoas me suportavam?
Então minha filha tinha febre por causa dos dentes, daí ela começou a engatinhar e eu ficava em cima dela o tempo todo. Em seguida ela começou a andar e eu mal podia acompanhar os passinhos tortos e as mãozinhas gordas agarrando os móveis. Eu deixava ela chorando pra ir trabalhar, na maioria das vezes eu tentava não acordá-la ou tranquilizá-la, mas quem passa ou passou por essa experiência sabe como é difícil e como parte o coração. Daí eu tinha o jantar pra fazer e a casa pra limpar e pouco tempo pra minha filha. Passou... Eu fiquei assustada quando li sobre Terrible two, como o meu anjinho ia ficar incontrolável? Ela ficou, por pouco tempo, tempo que passou também. Agora a paz reina! Nada de me descabelar e nem enlouquecer. O desfralde? Sem maiores traumas, tirando o fato do meu marido entrar em pânico toda vez que ela dorme no sofá.
Todas as fases foram difíceis, mas eu amei todas, essa em especial. Ela nem completou três anos e já se comporta como uma mocinha.
Ela avisa se está com fome, sede ou dor e ainda avisa onde. Escolhe o que quer assistir sem brigas por que eu decidi assistir outra coisa. Ela quer colocar vestido, os pulsos vivem cheios de pulseiras e os dedos cheios de anéis. Fazer as unhas nunca foi tão fácil! Uma mão de base nas unhas dela e ela pára pegar os vidros de esmaltes e guardar na bolsinha. Posso tomar banho sem ter que amarrar ela em um carrinho e colocar na porta do banheiro! Comer ainda é um pouco difícil, já que ela tem um probleminha genético chamado pai chato, cujo os sintomas são os mesmos do pai quando estava na idade dela, rejeitar qualquer alimento que é oferecido, os sintomas dela são menos intensos, por que ela já sabe o que gosta de comer e pede. Sem brigas pra pentear o cabelo, sem brigas pra dormir, tirando o fato de que ela só quer dormir com o pai.
Eu não vejo a hora de passar por novas fases com ela, por que até as mais difíceis, são fáceis de amar.
Não me arrependo de nada, talvez de ter começado a prender o cabelo dela cedo. Não quero ser dessas mães amargas que ficam lamentando o que fizeram ou deixaram de fazer. Ser mãe é difícil e só pra constar, ser alvo de críticas e quaisquer opiniões não facilita nada! Você vive uma insegurança constante. Você se sente culpada por tudo e nada.
Perdoem nossas imperfeições e vivam suas vidas perfeitas, por que sinceramente, em nossas mentes e corações não tem espaço pra infelicidade alheia!
Até o próximo post!
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