quinta-feira, 23 de abril de 2015

Experiência!

Voltando aqui para falar sobre experiência ou a falta dela. Não sei das outras mães, mas se tem algo que muito me irrita são os comentários das mães " experientes". Aí que vai um balde de água fria para as senhoras: Nem toda experiência do mundo, nem cinquenta filhos te qualifica para cuidar ou opinar a respeito dos filhos alheios! Isso mesmo! O fato de algumas mães terem cinco filhos pequenos ou ter casado cinco filhos não lhes dão nenhum certificado de super mãe!
"Mas eu sou mãe de cinco filhos e avó de doze!" Sinto muito pela senhora, mas isso não me impressiona e não altera minha forma de pensar.
Por que minha filha não é igual ao teu filho, teu filho não é igual ao seu sobrinho, neto, bisneto, enfim!
Senhores pais, admirem suas esposas como mães e tal, mas tenham em mente que, em algum lugar, seja perto ou longe, existe alguém que é tão boa quanto ou melhor! 
Ser mãe é a melhor coisa do mundo, muitas mães são maravilhosas, mas sempre tem alguém que faz isso melhor que eu ou você. É bom saber reconhecer! Eu sou super carinhosa, mas também tenho o menor pavio do mundo, num minuto sorrindo e no outro segurando um palavrão, já a minha mãe tem uma paciência de outro mundo! Ela é melhor nisso do que eu, mas não é experiência dela que a torna mais paciente, é a personalidade.
Existem mães com quinze filhos que espanca todos, assim como existem mães de um único filho que cria muito melhor que nossas mães.
Puxa! Não é difícil entender né? 
Só uma dica, dê conselhos à quem pedir, expondo sua opinião, mas deixando a critério da pessoa seguir ou não.
Até por que super mães são tão chatas! Principalmente aquela que só fala de filhos ou dos próprios filhos ou que dão palpites na vida dos filhos dos outros. De tanta chatice, uma hora as pessoas passam a te ignorar.
Para as mães experientes, filhos iguais! Para mães experientes e cheias de pitacos, uma mãe muito melhor, só para criticar. Para mães normais, paciência e um bordão para dispensar gente chata, por que pitacos de mães intrometidas? Ninguém merece né?
Até o próximo post.

sábado, 18 de abril de 2015

Sobre avós!

Puxa! Quase um mês depois e aqui estou eu. Vim falar sobre os avós, por que é necessário esclarecer. Quer dizer eles são perfeitos na maioria das vezes, para os netos! É engraçado ver meu pai, que segurava o chinelo pra obrigar meus irmãos e eu a comermos, me pedir pra não forçar a minha filha a comer. Deixo minha filha revirar a casa durante o dia, mas nunca mexer em guarda-roupas ou armários. Ela fica vinte minutos na casa da minha sogra e revira o guarda-roupas e ela não liga! Enfim, eles são ótimos pais, para os filhos e são ótimos avós para os netos! Está implícito, mas serei mais específica. Eu amo ver minha filha toda sorridente com avós e para ser bem sincera, ela prefere meus sogros do que meus pais e não me importo. As raras vezes em que deixo minha filha ficar com os avós, eu me sinto recompensada quando ela volta feliz. Eu entendo que os pais sentem falta dos filhos nessa fase, entendo que eles queiram participar da vida dos netos e ajudar no que puderem. O problema é que geralmente eles tentam fazer isso da forma errada. Eles tem mais experiência e mais paciência, isso eu reconheço, mas existe um ponto importante para se ressaltar, pais são pais! Por mais que eles queiram participar, por mais amor que tenham, existem coisas que só os pais podem decidir. Existem exceções, claro. Muitos avós criam os netos por desleixo dos pais, ausência, entre outras coisas e eles têm que ser valorizados e admirados.Só que existe um limite até pra eles! Avós são pra mimar, brincar com os netos e permitir aquilo que os pais não permitem. Na vida, tudo tem seu tempo e lugar devido. Não podemos atirar isso na cara deles. Sempre há uma forma gentil de falar ou simplesmente demonstrar quando a situação está incômoda. 
Muitos pais não se importam e isso é muito legal. Eu sou mãe de primeira viagem, então eu sempre quis fazer o máximo possível sozinha. Eu amo cada momento ao lado da minha filha e no começo era ainda pior. Eu queria alimentar, dar banho, trocar, colocar pra dormir e acalmar, isso sem precisar da ajuda de ninguém. Por que é tudo novidade e pra mim cada instante longe da minha filha era perdido. Claro que os familiares podiam visitar, pegá-la no colo e brincar. Eu nunca quis e nem afastei ninguém, mas existem coisas que é nossa obrigação e ninguém pode tirá-las de nós se não quisermos. Muitas vezes eu precisei ser estupidamente sincera, pra que os avós não se colocassem na vida da minha filha como pais.
Já passou por uma situação semelhante? Está passando agora? Ótima hora para deixar, sutilmente, esse post aberto pra que os respectivos avós vejam.
É difícil explicar como essa situação é incômoda, mas não é impossível. Eles são pais, fizeram as coisas da forma como acharam melhor. Não é difícil se colocar no lugar do próximo quando você já passou por uma situação semelhante!
Lembrando sempre que a presença dos avós na vida dos nosso filhos é muito importante e para eles também. Não tem nada mais bonito do que a relação entre avós e netos. 
Se a situação ultrapassar os limites, insista em uma boa conversa, sempre e exaustivamente se for necessário. Todo tipo de discussões e brigas por essa razão, são totalmente inúteis e desnecessárias. 
Para os senhores avós eu desejo netos amorosos e educados, filhos compreensíveis e sabedoria para saber participar e mimar os netos. 
Para avós que adoram dar pitacos invasivos, eu desejo um pai ou uma mãe, com sinceridade gentil, mas firme, para colocar cada qual no seu devido lugar.
Até o próximo post! 
;)

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Sobre a maternidade!

Olá!
Eu estava ansiosa para escrever sobre isso, principalmente depois de ler um artigo escrito pela Lily Brandão Fontana, que fala sobre a solidão na maternidade. No começo achei que se tratava de depressão pós-parto ou coisa assim, mas depois que li, percebi que explicava o que eu sentia. Vou compartilhar o link com vocês, se puderem dar uma olhada:
http://m.mdemulher.abril.com.br/familia/minha-solidao-nunca-esteve-tao-bem-acompanhada

Depois de ler o artigo, eu decidi falar com as minha palavras sobre esse assunto.
Claro que a maternidade é incrível e eu não me arrependo, não trocaria isso nem pelo Justin Timberlake e olha que isso é muito difícil.
Eu não amei minha filha no momento que soube da sua existência e me senti muito culpada por isso, mas depois eu entendi que eu não precisava ser igual a todas as mães. Eu amo minha filha! Eu passei a amá-la lá pelo sétimo mês de gestação, quando eu me sentia infinitamente triste e nos momentos mais infelizes eu sentia os movimentos dela dentro de mim. Tinha a impressão de que ela entendia tudo. Nos meus momentos de solidão, ela se fazia presente. Nunca perguntei ao meu marido se ele amou nossa filha no primeiro positivo e ele também nunca falou. Homem não pensa nessas coisas. Não se sinta culpada por não amar no primeiro instante, se sinta culpada se não conseguir amar seu filho nunca.
Então ao sentimento de solidão na maternidade. Eu sou louca. Sempre tenho a impressão que me filha só estará protegida se eu estiver presente e sabe quem entende esse sentimento? Ninguém. Talvez outra mãe que passe pela mesma situação, mas seu marido não vai entender, seus amigos ou seus pais também não entenderão! 
Há pouco tempo atrás, eu estava trabalhando, meu marido ficava com a minha filha, até dar o horário dele ir trabalhar. Eu ligava pelo menos cinco vezes no período de seis horas e se ele só demorasse pra atender, minha mente hiperativa já imaginava mil situações preocupantes e eu até chorava! Geralmente ele só estava trocando a fralda ou usando o banheiro. Ninguém sabe como funciona a cabeça de uma mãe, além dela. Cada mãe tem uma cabeça diferente, um medo diferente. Sua mãe ou sua avó, por mais que sejam mães, elas não entendem como funciona a sua cabeça. Aí está a solidão de ser mãe. Eu tenho minhas preocupações e medos, ninguém além de mim vai entender isso. É uma sensação horrível. Se o meu marido sugere deixar ela com os pais dele por uma noite e eu deixo em suspenso para pensar a respeito, meu primeiro pensamento é ela ficar chorando sentindo nossa falta, ela cair e se machucar ou qualquer coisa que poderia acontecer mesmo se eu estivesse por perto. 
Isso não muda mesmo que eu fique com ela 24 horas por dia. Se ela fica doente, eu enlouqueço! Eu sei que eu me preocupo de forma diferente do pai dela. Ele é um ótimo pai! Ele educa, brinca e cria ela com muito amor, mas sem as minhas paranoias e incertezas. 
Também tem aquele sentimento de inutilidade, passo o tempo todo cuidando dela e da casa e eu amo estar sempre com ela, mas ás vezes me sinto inútil por não estar trabalhando fora e ajudando nas despesas. Vem o sentimento de culpa por me estressar e ficar entediada, por estar sempre em casa e fazendo as mesmas coisas. Me sinto culpada só em pedir para o meu marido trocar a fralda dela enquanto estou ocupada com outra coisa. Minha mente funciona como um monte de fios desencapados mesmo! E quando tudo isso vem a tona ao mesmo tempo, eu me sinto só, por que só eu posso entender isso e por mais que eu tente explicar para alguém a forma como eu me sinto, ninguém pode entender e então eu choro... Copiosamente. Então minha filha aparece e pergunta se eu estou triste, me abraça ou me beija, daí eu me sinto a melhor mulher do mundo. Não tem solidão e tristeza que resista ao sorriso de um filho, um abraço ou uma brincadeira. 
Por que a maternidade é isso, te leva do riso ao pranto e depois ao riso de novo. Ser mãe é literalmente padecer no paraíso! Nunca usei uma frase tão clichê, mas tão verdadeira.
E como eu já disse antes, pra quem gosta de criticar uma mãe neurótica, eu desejo uma mente e coração de mãe, daquelas mais malucas que se preocupam até com os filhos dos vizinhos!
Até o próximo post!