quarta-feira, 1 de abril de 2015

Sobre a maternidade!

Olá!
Eu estava ansiosa para escrever sobre isso, principalmente depois de ler um artigo escrito pela Lily Brandão Fontana, que fala sobre a solidão na maternidade. No começo achei que se tratava de depressão pós-parto ou coisa assim, mas depois que li, percebi que explicava o que eu sentia. Vou compartilhar o link com vocês, se puderem dar uma olhada:
http://m.mdemulher.abril.com.br/familia/minha-solidao-nunca-esteve-tao-bem-acompanhada

Depois de ler o artigo, eu decidi falar com as minha palavras sobre esse assunto.
Claro que a maternidade é incrível e eu não me arrependo, não trocaria isso nem pelo Justin Timberlake e olha que isso é muito difícil.
Eu não amei minha filha no momento que soube da sua existência e me senti muito culpada por isso, mas depois eu entendi que eu não precisava ser igual a todas as mães. Eu amo minha filha! Eu passei a amá-la lá pelo sétimo mês de gestação, quando eu me sentia infinitamente triste e nos momentos mais infelizes eu sentia os movimentos dela dentro de mim. Tinha a impressão de que ela entendia tudo. Nos meus momentos de solidão, ela se fazia presente. Nunca perguntei ao meu marido se ele amou nossa filha no primeiro positivo e ele também nunca falou. Homem não pensa nessas coisas. Não se sinta culpada por não amar no primeiro instante, se sinta culpada se não conseguir amar seu filho nunca.
Então ao sentimento de solidão na maternidade. Eu sou louca. Sempre tenho a impressão que me filha só estará protegida se eu estiver presente e sabe quem entende esse sentimento? Ninguém. Talvez outra mãe que passe pela mesma situação, mas seu marido não vai entender, seus amigos ou seus pais também não entenderão! 
Há pouco tempo atrás, eu estava trabalhando, meu marido ficava com a minha filha, até dar o horário dele ir trabalhar. Eu ligava pelo menos cinco vezes no período de seis horas e se ele só demorasse pra atender, minha mente hiperativa já imaginava mil situações preocupantes e eu até chorava! Geralmente ele só estava trocando a fralda ou usando o banheiro. Ninguém sabe como funciona a cabeça de uma mãe, além dela. Cada mãe tem uma cabeça diferente, um medo diferente. Sua mãe ou sua avó, por mais que sejam mães, elas não entendem como funciona a sua cabeça. Aí está a solidão de ser mãe. Eu tenho minhas preocupações e medos, ninguém além de mim vai entender isso. É uma sensação horrível. Se o meu marido sugere deixar ela com os pais dele por uma noite e eu deixo em suspenso para pensar a respeito, meu primeiro pensamento é ela ficar chorando sentindo nossa falta, ela cair e se machucar ou qualquer coisa que poderia acontecer mesmo se eu estivesse por perto. 
Isso não muda mesmo que eu fique com ela 24 horas por dia. Se ela fica doente, eu enlouqueço! Eu sei que eu me preocupo de forma diferente do pai dela. Ele é um ótimo pai! Ele educa, brinca e cria ela com muito amor, mas sem as minhas paranoias e incertezas. 
Também tem aquele sentimento de inutilidade, passo o tempo todo cuidando dela e da casa e eu amo estar sempre com ela, mas ás vezes me sinto inútil por não estar trabalhando fora e ajudando nas despesas. Vem o sentimento de culpa por me estressar e ficar entediada, por estar sempre em casa e fazendo as mesmas coisas. Me sinto culpada só em pedir para o meu marido trocar a fralda dela enquanto estou ocupada com outra coisa. Minha mente funciona como um monte de fios desencapados mesmo! E quando tudo isso vem a tona ao mesmo tempo, eu me sinto só, por que só eu posso entender isso e por mais que eu tente explicar para alguém a forma como eu me sinto, ninguém pode entender e então eu choro... Copiosamente. Então minha filha aparece e pergunta se eu estou triste, me abraça ou me beija, daí eu me sinto a melhor mulher do mundo. Não tem solidão e tristeza que resista ao sorriso de um filho, um abraço ou uma brincadeira. 
Por que a maternidade é isso, te leva do riso ao pranto e depois ao riso de novo. Ser mãe é literalmente padecer no paraíso! Nunca usei uma frase tão clichê, mas tão verdadeira.
E como eu já disse antes, pra quem gosta de criticar uma mãe neurótica, eu desejo uma mente e coração de mãe, daquelas mais malucas que se preocupam até com os filhos dos vizinhos!
Até o próximo post!

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