sexta-feira, 8 de maio de 2015

Fases: Sobre os dois anos!

Olá!
Tenho dado um espaço maior entre um post e outro, involuntariamente e sem nenhuma razão específica, mas voltei pra falar sobre uma fase importante e um tanto irritante: Os dois anos.
Eu já disse algumas vezes que eu amo ser mãe, mas nem por isso sou louca de sair procurando blogs ou grupos de mães, nem nada do tipo. O fato é que eu amo ler, qualquer coisa, que inclui placas de trânsito e até esses folhetos que entregam nos faróis. Por esse motivo, li um post de um blog, que não me lembro o nome, nem autora, com o seguinte título: Terrible two. Descobri que essa expressão é muito popular. Logo nas primeiras linhas eu parei, olhei para a minha filha e pensei "Do que essa louca está falando?". Terminei o post e fiquei indignada por alguns minutos e meu único pensamento era "Que mulher descompensada e que criança incontrolável é essa?". Mal sabia eu. Olhava para a Alice e pensava no anjinho que eu tinha em casa. Quando eu li isso, minha filha tinha acabado de completar dois anos. Claro que ainda a considero um anjinho. Descobri duas coisas, uma delas é que mãe não tem um limite de bordões, o que é ainda pior quando se tem duas mães, outra coisa é que de uma forma ou de outra, elas estão certas. Eu estava em plena maturidade dos meus doze anos de sabedoria, quando minha mãe pedagoga e especialista em comportamento infantil me disse "Sarinha, não diz essas coisas: A palavra tem poder." Olho para minha mãe audaciosa e digo "Nada a ver mãe". Tudo a ver! Quando você diz que seu filho é um anjo, você o abençoa com palavras boas e quando você diz que seu filho é uma peste, o amaldiçoa e o comportamento dele tende a piorar. Então, independente da fase, minha filha é um anjo.
Enfim, chegou a fase conhecida como "Adolescência do bebê". ( Isso existe mesmo). SOCORRO! SALVE - SE QUEM PUDER! ABANDONAR NAVIO! Abandonar navio é um exagero, quer dizer, não é como se você pudesse sair de casa e deixar seu filho ao léu. Se minha paciência era nula, agora ela é negativa. 
Logo pela manhã, na hora de acordar a Alice, eu não sei o que me espera, tento calcular de acordo com a semana anterior, mas não dá certo. Nunca sei com que humor ela vai acordar. Às vezes ela vira pra mim e diz "Godia mamãe" outras ela vira para o outro lado e diz "Não gutei". Meu primeiro instinto nesse momento é dizer "Eu também não gostei, mas não posso fugir!". Então me lembro, eu sou a adulta! Não importa o frio que esteja, ela quer "Vitido!" O que sempre acaba da seguinte forma. Ela mais redonda, com camiseta de manga cumprida, blusa, calça de moletom e vestido por cima, parecendo um boia fria. ( Piada de mau gosto, por que eles vivem em condições precárias e tal.) 
Então tem briga por que ela quer assistir um desenho, daí ela muda de ideia e eu tenho que ser rápida o suficiente para evitar os gritos. Eu não posso guardar os brinquedos, por que mesmo que elas não esteja brincando como o trezentos e vinte, ela quer ver todos espalhados pela minha casa. Acho que ela vai ser decoradora. Se minha irmã ( que mora na edícula) decide vir dar um beijo nela, ela já grita: "Vai pra su casa tia!" Muito receptiva com a tia favorita. Os piores momentos são pra comer. Eu preciso correr atrás dela, sentar ela, apertar as bochechas pra ela abrir a boca e dar a comida. Isso com ela esperneando e gritando. São no máximo quatro colheradas e três  horas pra engolir. Na hora do banho é um escândalo e o mesmo na hora de dormir. Comportamentos que antes eu só via nos filhos dos outros, agora é constante dentro da minha casa! A palavra pra tudo é " Não!" e a atitude é bater os pés e até me chamar de chata e boba. Coisa que ela aprendeu nos desenhos Peppa, Barbie e outros. Coisas que não ensinamos, mas eles aprendem, quando está muito irritada ela diz, que droga! Ela cerra os punhos e emite um som parecido com cachorro com raiva. Passo o dia estressada e aos gritos, mandando ela parar de gritar, parar de jogar os brinquedos e não ficar no portão. Ás vezes me flagro colocando minha filha de castigo e acredite, não adianta. Coloco ela sentada em um canto e da- se inicio à uma sessão tortura de cinco minutos em que ela chora incessantemente como se estivesse sendo espancada e dizendo que quer meu colo, enquanto o nariz escorre e ela lambe sem culpa.
Desenvolvi um método quase infalível. Eu paro e respiro, ignoro ela por alguns segundos, depois olho para a carinha redonda dela e os olhinhos do pai, com olhar de quem acha que sabe de tudo e percebo que ela é um bebê, grande e teimosa, mas um bebê.
Agora eu entendo que é uma fase. Ela quer ser dona dela mesma, quer escolher o que quer e é cheia de opinião. Ela vai crescer e eu vou rir disso, também vou sentir falta. Entendo que ela não consegue compreender as fases na vida dela e que precisa de uma mãe que compreenda essas fases e só cuide pra que ela passe sem muitos traumas e com muito amor.
Nossa! como é bom entender isso e poder escrever sobre isso.
Mãezinhas, não se estressem! Vai passar! Virão outras fases e precisamos estar equilibradas para lidar com cada uma delas! 
As pessoas olham, comentam e criticam, xingar cada uma delas, mas dentro da situação nós vemos que é difícil, imagina pra quem está vendo de fora. 
Desejo para os pitaqueiros de plantão, filhos que passem por essa fase rapidamente, por que não desejar o bem para o próximo? 
Até o próximo post!

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